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Direto da Fonte

 

A partir de agora, faz parte do nosso time de colaboradores e consultores, mais uma figura bastante expressiva no atletismo brasileiro, o técnico Ricardo D'Angelo. 

Além de ser um profissional reconhecido por sua competência técnica, tem a qualidade essencial para administrar as expectativas e anseios dos seus atletas, tranquilidade e segurança nas ações. 

Sempre que possivel, ele estará nos trazendo notícias de seus atletas e dos bastidores nessas semanas que antecedem o primeiro grande espetáculo esportivo do novo milênio, "A Olimpiada de Sydney 2000". 

A nós, que tanto gostamos das corridas e do esporte de uma forma em geral, só nos resta torcer e embarcar nessa viagem, acompanhando bem de perto os acontecimentos de quem está ajudando o Brasil a fazer a sua história.

Obrigado Ricardo pela "colher de chá" e conte desde já, com nossa torcida, vibração e energia.

Vamos, conhecer um pouco mais do nosso amigo e as notícias,

  Ricardo Antonio D'Angelo - 38 anos, natural de São Paulo, Capital, ex-atleta do E. C. Pinheiros, nos anos 70 e 80,  especialista nos 400m. sem barreiras, iniciou como treinador em provas de longa distância em 88. Graduado em Educação Física com especialização na USP, é treinador da U.E. Funilense, sendo Hepta-Campeão do Troféu Brasil. Treinador nível II,  credenciado pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF) é membro-presidente do Conselho Técnico Consultivo da CBAt. Treinador de várias Seleções Brasileiras entre elas os Jogos Panamericanos de Winnipeg de 99, Mundial de Atenas em 97, Mundial de Cross-Country em 99. Atualmente, orienta entre outros: Vanderlei Cordeiro de Lima, Emerson Iser Bem, Valdenor dos Santos, Eduardo do Nascimento e Viviany de Oliveira

 

AS NOTICIAS:

Encerrou-se no último dia 31/05  o prazo para obtenção dos índices olímpicos na Maratona e assim podemos já definir quem representará o Brasil na tão sonhada Olimpíada de Sydney.

No campo masculino, 5 atletas conseguiram mergulhar abaixo de 2h12min, índice estabelecido pela CBAt -  Confederação Brasileira de Atletismo, bem mais forte que 2h14min exigidos pela IAAF(Federação Internacional).

 São eles:

-Vanderlei Cordeiro de Lima (2h08min34, 3ºcolocado em Roterdã, 2000)
-Eder Moreno Fialho (2h09min36, 6ºcolocado em Chicago, 1999)
-Osmiro Souza Silva (2h10min49, 5ºcolocado em Roma, 1999)
-Luis Antonio dos Santos (2h11h13, 4ºcolocado em Tóquio, 1999)
-Leonardo Vieira Guedes (2h11min33, 14ºcolocado em Roterdã, 2000)

Como temos o limite de inscrição de 3 atletas por prova por país, o critério de classificação previa os 3 melhores tempos de 01/01/99 até 31/05/00 e assim, Vanderlei, Eder e Osmiro foram oficialmente convocados.

Eles tem agora pela frente 4 meses inteiros para se preparar e espero que o façam de maneira adequada.

Infelizmente não teremos o Ronaldo da Costa na equipe. Após sua impressionante corrida em Berlin em 98, quebrando a melhor marca mundial na época, ele tem passado por muitos problemas que estão atrapalhando o melhor momento de sua carreira.

No campo feminino, nenhuma de nossas atletas abaixou 2h32min, mas vale lembrar que os excelentes resultados de Viviany Anderson de Oliveira (2h32min17, Londres, 1999), Marlene Fortunato (2h33min27, Barcelona, 2000) e Márcia Narloch (2h34min18, Porto Alegre, 2000) passaram bem perto.

 
Muito tem se discutido em torno do contrôle ineficaz do doping pelos orgãos esportivos internacionais. A IAAF por exemplo, realiza um programa chamado "contrôle  de doping fora de competição" que objetiva controlar os atletas nos longos períodos de treinamento que passam afastados das competições. 

Mas, como detectar aqueles atletas que hoje se utilizam de uma substância que não aparece no exame anti-doping? Pois bem, é o caso do EPO, ou Eritropoetina, que é um hormônio produzido pelos rins e que controla a produção dos glóbulos vermelhos no sangue, aumentando o transporte de oxigênio para os músculos. A versão sintética de EPO é origináriamente utilizada para se tratar anemia e sabemos que atletas de provas de longa distância se utilizam dela ilegalmente para melhorar até 10% de sua performance. Eles correm riscos com efeitos colaterais conhecidos como falhas do funcionamneto do coração, e desde quando a EPO apareceu no mundo dos esportes nos anos 80 temos conhecimento de inesperadas 26 mortes de ciclistas, entre outros atletas de elite, levantando suspeitas de uso de EPO. 

Detectar a EPO é difícil porque a versão sintética é quase igual a forma natural. E mais, além de seu efeito ser prolongado, o hormônio desaparece rápidamente do corpo. Felizmente, temos a boa notícia. Depois de inúmeros estudos, pesquisadores Australianos desenvolveram um teste de sangue para se detectar a EPO. Eles estão agora tentando sua validação para que possa ser usado nos Jogos de Sydney. O teste consiste em identificar e medir a proporção de várias substâncias no sangue, determinando assim se o atleta tomou ou não EPO.

Testes foram realizados com atletas australianos que não estarão em Sydney e os resultados foram altamente satisfatórios, com pequenos índices de erro. Em 1º de agosto, o teste deverá ser apreciado pelo Comitê Olímpico Internacional para ser usado ou não nos Jogos de Sydney. Vamos torcer para passar pois nossas chances de medalhas aumentam... e muito!!!

fonte: Hematologica (vol 85, edição de junho)